Fibromialgia Juvenil
Entenda a dor crônica em crianças e adolescentes

Você já ouviu falar em fibromialgia juvenil? Se o seu filho ou filha reclama frequentemente de dor no corpo todo, está sempre cansado(a), tem dificuldade para dormir ou está perdendo rendimento escolar e interesse por atividades que antes gostava, é hora de olhar com atenção. Esses podem ser sinais de
uma condição chamada síndrome de fibromialgia primária juvenil (JPFS).

Embora mais conhecida em adultos, a fibromialgia também pode afetar crianças e adolescentes — e não é frescura nem “drama”. Trata-se de um distúrbio real, reconhecido pela medicina, caracterizado por uma alteração na forma como o sistema nervoso processa os estímulos de dor, mesmo na
ausência de inflamação ou lesão visível.

 

O que é fibromialgia juvenil?

A fibromialgia juvenil é uma condição crônica marcada por dor muscular generalizada, fadiga, distúrbios do sono e sintomas associados como dor de cabeça, alterações gastrointestinais, mudanças de humor, ansiedade ou depressão e dificuldade de concentração. Ela faz parte de um grupo de
doenças chamadas síndromes de amplificação da dor e é mais comum em meninas adolescentes, especialmente entre os 13 e 17 anos.

A origem da dor está relacionada a um fenômeno chamado sensibilização central, em que o cérebro e a medula espinhal se tornam mais sensíveis a estímulos normais, interpretando sinais do corpo como dor, mesmo quando não há uma causa evidente.

 

Quais os principais sintomas?

 

Os sinais mais comuns da fibromialgia juvenil incluem:

Dor difusa, descrita como “dor no corpo todo”

Sensação de queimação, fisgada ou dor profunda em músculos e
articulações

Fadiga constante, mesmo após dormir bem

Sono não reparador (acordar cansado)

Dores de cabeça frequentes

Dificuldade de concentração (“névoa mental”)

Ansiedade, irritabilidade ou sintomas depressivos

Intolerância ao exercício físico

Queixas de formigamento ou rigidezEssa dor costuma persistir por mais de 3 meses, prejudicando a rotina escolar, esportiva e social da criança ou adolescente.

 

Como é feito o diagnóstico?

Não existe um exame de sangue ou de imagem específico para diagnosticar fibromialgia. O diagnóstico é clínico, feito por um médico experiente, geralmente um reumatologista pediátrico. É necessário descartar outras causas, como doenças reumatológicas inflamatórias, distúrbios neurológicos ou
metabólicos.

Alguns pontos sensíveis no corpo podem estar presentes na avaliação física,
mas não são obrigatórios para o diagnóstico. O mais importante é o histórico
de dor persistente, difusa e associada a outros sintomas, como os distúrbios do
sono e o impacto na vida da criança.

Como é o tratamento?

A boa notícia é que, apesar de ser uma condição crônica, a fibromialgia juvenil
tem tratamento e evolução geralmente favorável na infância e adolescência. O
tratamento é multidisciplinar, envolvendo:

Educação do paciente e da família: entender a doença reduz a
ansiedade e melhora a adesão ao tratamento.

Exercícios físicos graduais: especialmente atividades aeróbicas de baixo
impacto, como natação, bicicleta ou caminhada.

Fisioterapia especializada: para recondicionamento físico, melhora
postural e alívio da dor.

Terapia cognitivo-comportamental: ajuda a desenvolver estratégias para
lidar com a dor e melhorar a qualidade de vida.

Cuidados com o sono: criação de uma rotina saudável de sono é
essencial.

Acompanhamento escolar: retorno gradual às atividades escolares é
parte do tratamento.

Medicamentos podem ser usados em casos selecionados, comomantidepressivos em baixas doses ou moduladores de dor, mas sempre com critério e acompanhamento médico, principalmente quando há distúrbios do sono, ansiedade ou depressão associados.

 

O que esperar do futuro?

A maioria dos adolescentes com fibromialgia apresenta melhora significativa dos sintomas com o tratamento adequado. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico e iniciado o acompanhamento, maior a chance de evitar cronificação e prejuízos na vida escolar, social e emocional.

 

Kimura Y, Walco GA. Fibromyalgia in children and adolescents: Clinical manifestations and
diagnosis. UpToDate. Última atualização: dezembro de 2024.
Kimura Y, Walco GA. Fibromyalgia in children and adolescents: Treatment and prognosis
overview. UpToDate. Última atualização: março de 2025.

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Dr. Mateus Boteon,
Pediatria Reumatológica

Cuidar da saúde infantil com empatia sempre foi meu propósito. Sou formado em medicina pela FAMEMA com residência em Pediatria e especialização em Reumatologia Pediátrica pela UNESP. Atuo no diagnóstico e tratamento de dores musculoesqueléticas e doenças autoimunes, oferecendo um atendimento humanizado e acolhedor.

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