Bursite e Tendinite

Quando procurar ajuda?

Crianças e adolescentes costumam ser naturalmente ativos, participando de esportes, brincadeiras, aulas de educação física e atividades extracurriculares como música ou dança. No entanto, quando há queixas de dor persistente, inchaço ou dificuldade para realizar movimentos simples, é importante considerar diagnósticos como tendinite ou bursite, que são inflamações comuns, porém frequentemente subestimadas nessa faixa etária.

Embora mais conhecidas no público adulto, essas condições também podem ocorrer na adolescência e merecem atenção especializada para evitar cronicidade e impedir limitações futuras. Abaixo, entenda as diferenças entre tendinite e bursite, suas causas, sintomas, formas de tratamento e prevenção, com base nas orientações de centros de referência pediátricos internacionais.

Tendinite

 

A tendinite ocorre quando o tendão — estrutura fibrosa que conecta os músculos aos ossos — torna-se inflamado ou irritado. Isso causa dor, inchaço e pode limitar os movimentos da criança ou adolescente. O quadro é mais comum entre jovens que praticam esportes de impacto, realizam movimentos
repetitivos ou sofrem traumas por sobrecarga muscular.

Causas mais comuns:

• Esportes intensos (corrida, ginástica, basquete, tênis, natação, futebol)

• Uso repetitivo de instrumentos musicais

• Aumento súbito na intensidade de treinos (treinos em academia)

• Má postura ou técnica esportiva inadequada

• Traumas diretos

• Estirões de crescimento, que aumentam a vulnerabilidade dos tendões

O risco de tendinite aumenta quando a criança passa por picos de crescimento,
pois as estruturas musculoesqueléticas ficam mais suscetíveis a lesões por
tração ou uso excessivo.

Tipos comuns de tendinite em jovens:

Osgood-Schlatter: inflamação na inserção do tendão patelar, abaixo do
joelho, comum em adolescentes ativos.

Tendinite patelar (joelho de saltador): afeta a ligação entre a patela e
a tíbia.

Tendinite de Aquiles: localizada na parte posterior do tornozelo,
comum em corredores e dançarinos.

Cotovelo de tenista (epicondilite lateral): causada por sobrecarga dos
tendões do antebraço.

Sintomas principais:

Dor localizada sobre o tendão, que piora com o movimento

Inchaço leve

Rigidez ao movimento

Limitação de movimentos específicos

 

Diagnóstico:

O diagnóstico é clínico, baseado na história do paciente, exame físico e, em alguns casos, exames de imagem como ultrassonografia ou ressonância magnética. É importante lembrar que crianças têm placas de crescimento abertas, o que pode dificultar a diferenciação entre tendinite e outras lesões
ósseas ou musculares.

 

Tratamento:

 
Repouso da atividade que causou dor

Gelo nas primeiras 48 horas

Anti-inflamatórios, se prescritos

Fisioterapia para corrigir padrões de movimento e reequilibrar grupos
musculares

Casos negligenciados ou com tratamento inadequado podem evoluir para
tendinose, um quadro crônico com formação de tecido cicatricial, dor
prolongada e perda de função, exigindo mais tempo de reabilitação e,
eventualmente, cirurgia.

Prevenção:

Aquecimento e alongamento antes e depois de atividades físicas

Uso de equipamentos adequados

Treinos com variação de atividades para evitar sobrecarga localizada

Respeitar o descanso: pelo menos 1 a 2 dias por semana sem treino competitivo, conforme recomendação da Academia Americana de Pediatria

Bursite

A bursite é a inflamação de uma bursa, que é uma pequena bolsa cheia de líquido presente ao redor de articulações como ombro, cotovelo, quadril e joelho. Sua função é reduzir o atrito entre músculos, tendões e ossos durante os movimentos.  Quando inflamada, a bursa provoca dor, inchaço e limitação
dos movimentos — sintomas que podem facilmente ser confundidos com tendinite.

Causas mais frequentes:

• Movimentos repetitivos com sobrecarga articular (ex: lançar bolas,
levantar pesos)

• Pressão prolongada sobre articulações (ex: ajoelhar-se para alguma
atividade)

• Trauma direto sobre a articulação

• Alterações posturais ou biomecânicas

• Má técnica esportiva

• Estirões de crescimento, que aumentam a vulnerabilidade dos tendões

Embora a bursite seja mais comum em adultos, ela também pode afetar crianças e adolescentes, especialmente atletas ou adolescentes envolvidos em atividades físicas intensas sem acompanhamento técnico.

Sintomas:

• Dor profunda e difusa, ao redor da articulação

• Inchaço visível, às vezes com vermelhidão

• Sensação de calor no local

• Limitação do movimento

• Dor ao pressionar a área ou realizar certos gestos simples, como levantar o braço ou se agachar

Diferenças em relação à tendinite:

Enquanto a tendinite afeta o tendão e causa dor pontual e relacionada a movimentos específicos, a bursite causa dor mais ampla e localizada ao redor da articulação, com inchaço e desconforto mais evidentes ao repouso ou com leves movimentos.

 

Tratamento:

• Suspensão da atividade que causou dor

• Gelo por 15-20 minutos, 3 a 4 vezes ao dia, nas primeiras 48h

• Após esse período, pode-se aplicar calor úmido antes da atividade física, se autorizado por profissional

• Elevação da área afetada, quando possível

• Medicamentos anti-inflamatórios, sob orientação médica

• Fisioterapia leve para melhorar a mobilidade e a circulação local

Em casos persistentes ou intensos, pode ser necessário o uso de medicações mais potentes, como corticoides, inclusive em forma de infiltração. O diagnóstico é feito por exame clínico, e exames de imagem (como radiografias ou ultrassom) podem ser usados para descartar outras causas.

 

Tratamento:

Repouso da atividade que causou dor

Gelo nas primeiras 48 horas

Anti-inflamatórios, se prescritos

Fisioterapia para corrigir padrões de movimento e reequilibrar grupos
musculares

Casos negligenciados ou com tratamento inadequado podem evoluir para
tendinose, um quadro crônico com formação de tecido cicatricial, dor
prolongada e perda de função, exigindo mais tempo de reabilitação e,
eventualmente, cirurgia.

Prevenção:

Técnicas esportivas adequadas

Intervalos entre as sessões de treino

Uso de superfícies acolchoadas para joelhos e cotovelos

Escuta ativa dos sinais do corpo (dor, cansaço, limitação)

Atendimento especializado
para crianças e adolescentes

Imagem Doenças Autoimunes

Doenças Musculoesqueléticas

Dores nas articulações, fraqueza ou inchaço em crianças e adolescentes? Entenda as doenças musculoesqueléticas e saiba quando procurar um especialista em pediatria reumatológica.
Imagem Doenças Autoimunes

Doenças Autoimunes

Seu filho apresenta fadiga, febre recorrente ou dores persistentes? Saiba mais sobre as doenças autoimunes na infância e quando buscar um especialista.
Imagem Dr. Matheus

Dr. Mateus Boteon,
Pediatria Reumatológica

Cuidar da saúde infantil com empatia sempre foi meu propósito. Sou formado em medicina pela FAMEMA com residência em Pediatria e especialização em Reumatologia Pediátrica pela UNESP. Atuo no diagnóstico e tratamento de dores musculoesqueléticas e doenças autoimunes, oferecendo um atendimento humanizado e acolhedor.

O cuidado que seu filho merece,
onde quer que você esteja

Ícone Presencial

Presencial

Consultas em ambiente acolhedor e seguro.

Ícone Teleconsulta

Teleconsulta

Acompanhamento remoto e orientações práticas.

Agende agora sua consulta com o
Dr. Mateus Boteon